Na ansiedade de voltar a andar, muitos pacientes tentam focar todos os seus esforços no treino de marcha logo no início da reabilitação. No entanto, na clínica de fisioterapia Zona Sul São Paulo, o Dr. Enio alerta que o corpo pode não estar preparado para essa carga precocemente. Tentar forçar a marcha antes do tempo pode resultar em lesões secundárias graves em articulações como quadril, coluna e joelhos, que ainda não possuem o suporte muscular necessário para sustentar o peso do corpo.
A reabilitação de lesão medular eficaz deve seguir uma ordem lógica e “descendente” de ativação. O processo começa pela estimulação dos membros superiores, seguida pelo fortalecimento do tronco. Ter um core estável é o que permitirá ao paciente ter o equilíbrio necessário para etapas futuras. Sem o controle do tronco, qualquer tentativa de ficar em pé ou caminhar se torna perigosa e mecanicamente ineficiente, por isso o foco da nossa fisioterapia para tetraplegia e paraplegia é a base sólida.

Após a estabilização do tronco, o foco passa a ser o quadril e o treino de ortostatismo (ficar em pé parado). Esse estágio é fundamental para adaptar o sistema circulatório e fortalecer a estrutura óssea e articular. Somente após o corpo demonstrar segurança nessas etapas é que se deve iniciar o trabalho de marcha. Essa progressão garante que cada ganho seja sólido e que o paciente não sofra retrocessos por lesões evitáveis durante o seu tratamento no Campo Belo.
O caso de Bruno Drummond, mencionado pelo Dr. Enio, exemplifica essa trajetória de sucesso na Fisio Action. Mesmo sendo um paciente tetraplégico que utilizou polilaminina, sua volta ao uso do andador foi fruto de um trabalho técnico minucioso que respeitou cada fase do desenvolvimento motor. O segredo do sucesso na fisioterapia neurofuncional não está na velocidade, mas na qualidade e na ordem correta das ativações musculares.